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Saturday, August 29, 2015

Mina de São Domingos, Beja, Alentejo - Parte III

Deixamos a estrada por um bocado, fomos a casa deixar o filhote, que, com todo o pêlo e calor estava de rastos. 

Pensamos em ir à Praia Fluvial da Tapada Grande, praia de bandeira azul, mas com tanta gente, ainda calor e pouca vontade de despir, fomos ver o local que eu mais queria ver: a Achada do Gamo - onde era feito o processamento do minério com vista à obtenção do cobre e do enxofre. 







Hoje apenas existem as ruínas das duas fábricas de enxofre e escombreiras de escória de minério. O processo conduzia à libertação de vapores de enxofre ( a pirite era queimada ao ar livre - ustulação ), que teve um impacto extremamente negativo no ambiente e por isso, foi abandonado pouco tempo depois. Nesta paisagem deserta podemos também observar um açude de lama industrial - seca aquando da visita - e várias chaminés, a mais recente ligada à primeira fábrica por um túnel parcialmente colapsado. 














Entre as ruínas de tons vermelhos e laranjas e uma sorte de céu - que pode sempre ser melhor mas tendo ido um pouco à aventura, não me posso queixar - fizemos uma geocache.


Apocalyptic Visions [Mértola] - GCC353 

Uma vista fantástica. Cuidado com os espinhos e eventuais bichinhos que se pegam às roupas. 


Fiz de stalker em pseudo-retratos e coisas conceptuais com as companhias que comigo foram a esta visita. Levei o pequeno Danboard comigo e divertimo-nos a rir sobre o facto de as ruínas se assemelharem à pequena caixinha.


















O impacto ambiental das actividades que num outro tempo aqui existiram é evidente. 
Por outro lado, o enxofre na sua forma sólida, a assemelhar-se a pipocas fora de prazo, fazem desejar poder ter visto pirite e enxofre cristalizada. 








Depois da curta visita e de um fresquinho de por-do-sol tardio, fomos até casa "lantar" pão alentejano, queijo fresco e presunto antes de voltarmos até Lisboa. 

Desse percurso, ficou a conversa entre mim e o meu rapaz, que o resto da companhia já dormia.
 



Destino a voltar.






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Part I   &   Part II









Friday, August 28, 2015

Mina de São Domingos, Beja, Alentejo - Parte II


Podia ficar aqui horas a relatar o bem que nos soube o almoço, mas vamo-nos ficar pelas fotos e pela Mina em si e assim, de barriguinha cheia, fomos ver o Pomarão. 


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O Pomarão é uma pequena aldeia situada no concelho de Mértola, freguesia de Santana de Cambas.

Faz fronteira com Espanha e fica situada na encosta, na margem esquerda do rio Guadiana, junto à confluência do rio Chança ( que nos fez pensar durante algum tempo que o rio para onde estariamos a olhar seria o Chança e não o Guadiana ). Nesta pequena aldeia, muito pouco populada, atracavam e eram carregados com minério de cobre os navios que depois desciam o Guadiana até à foz, em Vila Real de Santo António. 

O antigo cais, infelizmente um pouco mal tratado, relembra o passado não tão longínquo quanto isso, mas já inexistente.




















Imaginem o quão bonito deveria ter sido toda esta linha de produção e transporte nos anos 40 e 50 ou até bem mais para trás. 



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Deixamos o Pomarão rumo à Casa do Mineiro, mas sendo sábado, estava fechada.
Fica o Link para os curiosos. 

No entretanto, passamos pela paisagem árida do Verão alentejano, em azul sobre ouro, quente e seco.










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Thursday, August 27, 2015

Mina de São Domingos, Beja, Alentejo - Parte I


Portugal.


Saímos de manhã, pós pequeno-almoço rumo à terra do pai do meu rapaz. 
Já tinha visto documentários, fotos e lido imensa coisa sobre a Mina, mas ainda não tinha havido oportunidade para partir rumo a terras alentejanas.

No fim-de-semana passada, agarramos no filhote peludo, na cunhada e lá fomos nós - que nos esperavam para o almoço.





Entre conversa e música e refilanço com o filhote peludo que ocupa muito espaço sendo relativamente pequeno, lá chegamos em boa hora. O dia parecia cinzento mas as apps de meteorologia prometiam 35ºC - 37ºC, no entanto fizemos a maior parte da viagem pelo fresquinho da manhã e só  a chegada exigiu ar-condicionado bem fresco.


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A Mina de São Domingos no Alentejo, localiza-se na freguesia de Corte do Pinto, concelho de Mértola, distrito de Beja, em Portugal.

É uma área inserida na Faixa Piritosa Ibérica e como tal caracterizada por um extenso couto mineiro (60 km2) resultante da extracção de minério, que se intensificou de meados do século XIX até ao ano de 1966. 

Actualmente encontram-se apenas vestígios dessa actividade numa extensão ferroviária de vários quilómetros (15 kms aproximadamente) entre a Mina e o Pomarão - Porto fluvial e pequena povoação situada a sul da Mina, na margem esquerda do rio Guadiana. 


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Chegamos à Mina, a casa, e fomos hidratar e cumprimentar a família. 
Com um pouco de tempo para queimar antes do almoço, fomos ver as antigas Oficinas da Mina de São Domingos, assim como a gigantesca cratera, a lagoa. 
É a corta, cavidade de onde foram retirados milhões de toneladas de minério, escórias e cinzas, cuja lixiviação através das águas das chuvas leva à imagem de uma lagoa multicolor, que na verdade não é mais do que água ácida, de PH inferior a 3.


















Infelizmente o calor era imenso e acabamos por não explorar a área como gostaríamos, fica para uma segunda vez, com mais tempo e mais fresco. 

Não nos ficamos por aqui, mas era hora de almoço.



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Parte II